sábado, 11 de maio de 2013

Querida Mãe...

Acordei as exatas 08:45 da manhã, atordoada pois queria muito ir a igreja, tomei um banho e nem me dei conta de que a possibilidade de que houvesse uma homenagem às mães fosse à de 90%. Enquanto abria o chuveiro me lembrei e após o banho me recusei a vestir uma roupa e ir. Pensei em ficar em casa, acho que me pouparia ter que acionar minhas emoções. Sou uma chorona nata, me conheço bem, por isso decidir não ir. Más, sabe? Cinco anos se passaram e com eles, cinco dia das mães, cinco aniversários não comemorados, cinco dolorosos anos de saudade se passaram e eu continuo aqui, com esse vazio enorme no peito. Mudei de decisão. Hoje enfrentei minha covardia e fui à igreja, de cara me deparei com uma melodia para as mães, aquilo tocou fundo em meu coração, senti meus olhos se enchendo de lágrimas e sem que ninguém visse, enxuguei as lágrimas que escorreram por eles. Após à linda canção, uma dupla linda, cantou uma música que tinha a seguinte letra:
 "Quantas vezes eu não te escutei, e escolhi os meus caminhos. Mas você não desistiu de mim, você sempre viu muito além do que os outros conseguiram ver, e porque você orou, eu venci"  Me identifiquei, sabe? Lembrei de cada vez que ela me fazia cafuné pra dormir e me falava bem baixinho o tanto que me amava, que eu era a princesa dela, que eu era a 'boneca' mais linda do mundo.
Foi uma manhã dificil. Senti como se ninguém no mundo fosse capaz de suprir aquela falta, e realmente não há ninguém que possa a substituir. Sorria por fora, más, por dentro estava gritando, berrando, estava aos prantos, meu coração estava destruido, acabado, arruinado. Mais uma vez me senti uma covarde, incapaz de controlar meus sentimentos e emoções. Foi lindo ver no momento do apelo aquelas familias de pé se confraternizando, más, foi doloroso pedir a Deus um abraço de quem eu tanto queria e não ter. Na oração final, o pastor pediu que todos orassem por tres minutos em silêncio e em meio a todo o desespero e tristeza interna que eu estava enfrentando, tudo o que pude dizer a Deus foi o seguinte: "Eu estou triste, você sabe, senhor. Queria que ela estivesse aqui, seria maravilhoso abraça-la nesse momento, estou realmente triste demais. Más, não quero reclamar da falta que ele me faz nem te questionar sobre o porque que ela não está aqui, só quero agradecer pelo pai maravilhoso que é, que nunca me desampara, e que sempre me mantem tão forte. Me orgulho de ser sua filha, Senhor. Obrigada também pela família maravilhosa que me destes. Amém!"
A verdade é que eu tenho muita fé que um dia ainda irei vê-la, que juntas iremos recuperar os anos de dia das mães não comemorados, dos aniversários solitários e sempre incompletos. Tenho muita fé, MESMO!
Enquanto não tenho esse privilegio magnifico, fico telepaticamente desejando à ela um feliz dia das mães. Sei da incapacidade que existe em presentea-la com algo material, más, acredito que não existe presente melhor no universo que um amor tão puro como esse que eu tenho por ela, e que é infinito e indelével. 

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