quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Medo

Quem nunca se afastou de alguém com medo de se apegar não sabe do que estou falando. É. Aquele medo de se apaixonar logo no começo. Logo depois de sair de um relacionamento totalmente perturbador. Aquele medo de ir dormir pensando e acordar lembrando. Medo de se apaixonar por alguém que possa não valer a pena. Medo de sofrer novamente. Medo de arriscar e se frustrar no final. Aquele medo de receber um SMS de ‘boa-noite’ e rir sozinha. É, aquele medo de sentir falta e medo de confessar: estou apaixonada.

O abraço

Foi definitivo e aquele abraço celava o fim de uma aproximidade absurda. Ele iria morar distante. Ela, não sabia como lidar com a situação. Ela não queria precisar se afastar, nem que ele se afastasse. Porém, ele precisava ir, a universidade o chamava. Podia até ser que ela tenha sido radical e um pouco incompreensiva, quem sabe tenha tido uma dose de orgulho e egoísmo, más, na verdade, era carinho, era amizade, era querer perto, não ver distante, ter próximo. E isso o deixava sem querer seguir em direção ao aeroporto, o fez criar um imenso nó na garganta e em uma velocidade luz seus olhos logo mudaram o tom,  brilhavam mais, e aguas escorriam por eles. De repente, ela também estava se desmanchando em lágrimas, até tentou fingir força, más, não deu. Ela o puxou e o abraçou com tanta, más com tanta força e intensidade, que eles se tornaram o centro das atenções daquela sala. Logo, eles notaram que algumas pessoas não evitavam os olhares, outros até se emocionavam, talvez por pensar que eles se amavam a tal ponto que não queriam se desgrudar mais. No entanto, aquilo era só uma forma deles demonstrarem um para o outro o quanto a saudade seria incomoda, e que o tempo, apesar de pouco, seria como uma eternidade. Eles conseguiram sair daquele abraço. Ela enxugou as lágrimas do seu rosto. Ele fez o mesmo com ela. Ele a olhou  e sorriu. Ela tentou forjar um sorriso. Ele caminhou em direção a escada que o levaria até o avião que iria embarcar, e ao chegar no ultimo degrau daquela "maldita" escada  ele acenou. Ela sorriu, e mesmo sem que ele percebesse, ela perdeu o chão, ficou meia sem saber como voltar para o carro e seguir a vida sem aquele que sempre esteve presente no dia a dia dela. Más ele se foi, ela se foi, e todos aguardam a volta um do outro com uma ansiedade e com uma expectativa tremenda e absurda. Afinal, ter longe um grande amigo, nunca será fácil pra ninguém.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Turbilhão de sensações

Uma bela de uma surpresa é eu estar aqui de volta, com essas palavras de alguém que não sente o menor medo de dizer o que sente ou o que pensa. Estranhíssimo rêver os posts anteriores e lembrar o quanto idiota e fictícia eu era em 2011, vivia de útopia, se não desperto dessas boberas, diria até que monstros, papai noel, vampiros, e até a cuca existem. Más é isso, dei um passo adiante, completei meu tão esperado 17, de repente acho que amadureci,  joguei uma pedra em cima daqueles medos que me cercavam, passei a ver o mundo, as pessoas, os amigos, a família, e até aqueles velhos romances de uma adolescênte boba, de uma maneira diferente. Não que eu tenha mudado tudo, não, não mesmo. Continuo sendo a Karol de antes, a chata que ama enxer o saco dos amigos,  que ama rir de bobera, que ainda consegue se divertir em meio a um clima tenso, que ver um filme 1245 vezes só porque o mocinho diz coisas lindas pra a dama, continua chorando por bobera, gritando e pulando de alegria, e acima de tudo, continua tendo a mesma fé de sempre. É, só dei uma alterada nos que estavam me cercando. Não que eu tenha esquecido os velhos e bons amigos (isso nunca!), eu só fiz uma lista dos melhores, daqueles que realmente se importam de verdade, e priorizei mais, coloquei no topo, sem medos ou receios. Joguei pela janela uma história que vivia tendo vírgulas demais, coloquei um ponto definitivo de fim nela. Encontrei novos sorrisos, abraços, novas histórias, novas piadas, novos sms, enfim, encontrei aquilo que de alguma forma está me fazendo bem nesse exato momento. Nunca me disseram que seria fácil crescer, nem ter que dá de cara com um turbilhão de coisas, sentimentos, nem tão pouco emoções, más uma coisa é certa, eu tenho tentado fazer o melhor em tudo, e enquanto a Karol aqui existir, ela fará de tudo pra superar cada problema de cabeça erguida, maquiada e com um belo de um salto alto.