Foi definitivo e aquele abraço celava o fim de uma aproximidade absurda. Ele iria morar distante. Ela, não sabia como lidar com a situação. Ela não queria precisar se afastar, nem que ele se afastasse. Porém, ele precisava ir, a universidade o chamava. Podia até ser que ela tenha sido radical e um pouco incompreensiva, quem sabe tenha tido uma dose de orgulho e egoísmo, más, na verdade, era carinho, era amizade, era querer perto, não ver distante, ter próximo. E isso o deixava sem querer seguir em direção ao aeroporto, o fez criar um imenso nó na garganta e em uma velocidade luz seus olhos logo mudaram o tom, brilhavam mais, e aguas escorriam por eles. De repente, ela também estava se desmanchando em lágrimas, até tentou fingir força, más, não deu. Ela o puxou e o abraçou com tanta, más com tanta força e intensidade, que eles se tornaram o centro das atenções daquela sala. Logo, eles notaram que algumas pessoas não evitavam os olhares, outros até se emocionavam, talvez por pensar que eles se amavam a tal ponto que não queriam se desgrudar mais. No entanto, aquilo era só uma forma deles demonstrarem um para o outro o quanto a saudade seria incomoda, e que o tempo, apesar de pouco, seria como uma eternidade. Eles conseguiram sair daquele abraço. Ela enxugou as lágrimas do seu rosto. Ele fez o mesmo com ela. Ele a olhou e sorriu. Ela tentou forjar um sorriso. Ele caminhou em direção a escada que o levaria até o avião que iria embarcar, e ao chegar no ultimo degrau daquela "maldita" escada ele acenou. Ela sorriu, e mesmo sem que ele percebesse, ela perdeu o chão, ficou meia sem saber como voltar para o carro e seguir a vida sem aquele que sempre esteve presente no dia a dia dela. Más ele se foi, ela se foi, e todos aguardam a volta um do outro com uma ansiedade e com uma expectativa tremenda e absurda. Afinal, ter longe um grande amigo, nunca será fácil pra ninguém.
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