terça-feira, 26 de novembro de 2013

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Trago tristezas particulares, tão minhas que só na solidão posso senti-las. Acho que todo mundo tem aquela tristeza só sua, às vezes somos egoístas até com a nossa dor.

domingo, 12 de maio de 2013

sábado, 11 de maio de 2013

Querida Mãe...

Acordei as exatas 08:45 da manhã, atordoada pois queria muito ir a igreja, tomei um banho e nem me dei conta de que a possibilidade de que houvesse uma homenagem às mães fosse à de 90%. Enquanto abria o chuveiro me lembrei e após o banho me recusei a vestir uma roupa e ir. Pensei em ficar em casa, acho que me pouparia ter que acionar minhas emoções. Sou uma chorona nata, me conheço bem, por isso decidir não ir. Más, sabe? Cinco anos se passaram e com eles, cinco dia das mães, cinco aniversários não comemorados, cinco dolorosos anos de saudade se passaram e eu continuo aqui, com esse vazio enorme no peito. Mudei de decisão. Hoje enfrentei minha covardia e fui à igreja, de cara me deparei com uma melodia para as mães, aquilo tocou fundo em meu coração, senti meus olhos se enchendo de lágrimas e sem que ninguém visse, enxuguei as lágrimas que escorreram por eles. Após à linda canção, uma dupla linda, cantou uma música que tinha a seguinte letra:
 "Quantas vezes eu não te escutei, e escolhi os meus caminhos. Mas você não desistiu de mim, você sempre viu muito além do que os outros conseguiram ver, e porque você orou, eu venci"  Me identifiquei, sabe? Lembrei de cada vez que ela me fazia cafuné pra dormir e me falava bem baixinho o tanto que me amava, que eu era a princesa dela, que eu era a 'boneca' mais linda do mundo.
Foi uma manhã dificil. Senti como se ninguém no mundo fosse capaz de suprir aquela falta, e realmente não há ninguém que possa a substituir. Sorria por fora, más, por dentro estava gritando, berrando, estava aos prantos, meu coração estava destruido, acabado, arruinado. Mais uma vez me senti uma covarde, incapaz de controlar meus sentimentos e emoções. Foi lindo ver no momento do apelo aquelas familias de pé se confraternizando, más, foi doloroso pedir a Deus um abraço de quem eu tanto queria e não ter. Na oração final, o pastor pediu que todos orassem por tres minutos em silêncio e em meio a todo o desespero e tristeza interna que eu estava enfrentando, tudo o que pude dizer a Deus foi o seguinte: "Eu estou triste, você sabe, senhor. Queria que ela estivesse aqui, seria maravilhoso abraça-la nesse momento, estou realmente triste demais. Más, não quero reclamar da falta que ele me faz nem te questionar sobre o porque que ela não está aqui, só quero agradecer pelo pai maravilhoso que é, que nunca me desampara, e que sempre me mantem tão forte. Me orgulho de ser sua filha, Senhor. Obrigada também pela família maravilhosa que me destes. Amém!"
A verdade é que eu tenho muita fé que um dia ainda irei vê-la, que juntas iremos recuperar os anos de dia das mães não comemorados, dos aniversários solitários e sempre incompletos. Tenho muita fé, MESMO!
Enquanto não tenho esse privilegio magnifico, fico telepaticamente desejando à ela um feliz dia das mães. Sei da incapacidade que existe em presentea-la com algo material, más, acredito que não existe presente melhor no universo que um amor tão puro como esse que eu tenho por ela, e que é infinito e indelével. 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Coelho da cartola

Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos, em construir castelos sem pensar nos ventos, em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim, a manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes porque aprendi que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parada. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço. ;)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Problemas

Esse não é um texto te autoajuda, mas se de alguma forma te ajudar, tudo bem. Olha, eu tenho visto muitas coisas por aí. Parece que a cada dia que passa as pessoas ficam mais infelizes. É claro que todo mundo quer ter tudo. Mas você sabe que isso é impossível. Alguma coisa sempre vai faltar, essa é a graça da vida (e a grande questão do ser humano). E seria tão mais fácil se a gente aceitasse isso sem questionar, não é mesmo? Mas questionamos todos os dias, as horas, os segundos. Entramos num labirinto atrás de respostas. Eu sempre tive a cabeça e os pés nas nuvens. Era uma otimista nata. Achava que tudo ia se resolver, que as coisas iam dar certo. Depois, vivi um período que chamo de aprendizado. Nele, passei noites em claro em busca de soluções, saídas e atalhos. Revirava na cama pensando nos problemas. E não resolvia nada. Além disso, ganhava de brinde olheiras, uma cara amassa e um humor instável pela noite mal dormida. Custou muito até que eu encontrasse o meu equilíbrio. Foi muito trabalho árduo, muita terapia, muita leitura, muita vivência. Hoje eu consigo dar bola para o que realmente importa. É claro que de vez em quando tenho recaídas, mas aí puxo a minha orelha e digo para. Chega. Sei que o sofrimento faz parte da vida, mas não sofro mais de graça. Não mereço. E acho que você também não merece. Pra você pode parecer bobo ou clichê, - e talvez eu seja mesmo boba e clichê - mas sempre acreditei que o nosso pensamento coordena nossa vida. Se eu deixar, meu pensamento me domina e me dá tarefas diárias e cansativas. Mas meu pensamento não me manda, não me governa, não é meu chefe e não paga minhas contas. A gente tem que ter autocontrole. Não gosto de ficar me queixando, deixar uma energia negativa circular na minha volta, sentir o azedume na boca, ficar com uma ideia fixa na cabeça. É por isso que minhas lamentações e reclamações duram no máximo 24h. Não me permito mais do que isso. Sou humana, é lógico que sim! É claro que fico puta, perco a paciência, perco a fé, perco a vontade, perco o saco, perco o rumo, perco a esperança. Por 24h. Depois eu chamo essas coisas de volta. Porque a gente tem que acreditar. Tem que saber enxergar as coisas na vida. Sempre tem uma saída. Sempre. Sempre existe um novo olhar, um novo caminho, uma nova maneira. Uma vez, escutei uma coisa que nunca mais esqueci: se o que você está fazendo não está dando resultado, talvez o problema não seja atingir a forma certa, e sim refazer as coisas. Fazer de novo, de um novo jeito. Se o seu jeito não está funcionando, troque de jeito até acertar. Ah, é fácil falar. Claro que é. Mas não é tão difícil assim fazer, não. Sabe por quê? Existem coisas que dependem única e exclusivamente de você. Essas você pode se mover, batalhar, ir atrás. Só que existem tantas outras que dependem de outras pessoas e outros fatores. Daí você vai esquentar a cabeça com isso? Não, por favor. Isso é um crime. Problema todo mundo tem. Mas ele é que nem planta: se a gente rega ele cresce e se espalha por toda a vida. Todo mundo tem problemas, em maior ou menor grau. E não pense que minha vida é cor de rosa e toda boa porque não é. Estou cheia de problemas, cheia mesmo. É que nem todo mundo sabe, eu não conto. Hoje em dia sou mais contida, guardo as coisas pra mim, não saio falando dos meus problemas e das minhas neuroses para ninguém, nem para meus pais. Mas nunca estive com tantos problemas, pode apostar. Só que eu faço as coisas que posso. O que depende de mim. O resto eu deixo a vida resolver. Se eu puder, dou uma mãozinha. Se eu não conseguir, paciência. Não faço cara feia pra vida porque não quero que ela faça cara feia pra mim. Nada vale a minha paz e o meu desânimo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Saudade

A saudade é algo que incomoda. Sabe aquele pontinho preto no meio da tv? Ou aquele pernilongo, chato que canta em seu ouvido quando você tenta dormir? Pois é, a saudade é quase isso, é o pontinho que incomoda na tv, é aquele pernilongo chato, é aquela dor de dente que sem quê nem pra quê desatina, é algo inesperado. É aquela lágrima ao ver uma fotógrafia, é aquele sorriso que ao fim do pranto surge demonstrando que é uma saudade boa. Saudade é aquele dia de chuva, onde os pingos enchem toda a sala de água. É aquele brilho nos olhos de uma criança que está longe da mãe. É aquele adolescente que venera o inicio das aulas. É aquele cão que o dono deixou por 2 longasemanas porque precisou viajar. É aquela tv ligada e uma única pessoa assistindo. É aquele urso que você aperta e abraça antes de dormi. É aquela música que você canta sentindo estar narrando sua vida. Saudade é quando você olha pra trás e percebe que seu coração acelerou e parou ao mesmo tempo. É quando você sente que do lado de lá era mais feliz.
- E quantas vezes não sentimos saudade do outro? Do que ele era conosco? Do sentimento de proteção que ele nos passava? Dos dias em que ele ligava só pra dizer "oi"? Daquele sorriso, daquela expressão, daquele afeto e daquela voz... Más ele se afastou, você se afastou, ambos se afastaram, e agora só resta aquela fotografia velha que mostra sentimento. Más, já é tarde, existe o orgulho, e agora surgiu o fim da amizade, das risadas, das ligações, dos chocolates, dos filmes e de toda a irmandade.
- E quantas vezes não sentimos falta de nós mesmos? Do que eramos ao olhar no espelho. Do que eramos conosco mesmo. Do que faziamos com nossos sentimentos. De como eramos felizes em passar alegria. Más, agora só ficou a saudade daquela criança, que o único medo que tinha era de cair de bicicleta e ralar o joelho, ou perder nas três marias e precisar pagar o mico. Daquela adolescente que se julgava a mais bela e bondosa. Que ajudava o próximo com o maior prazer existente no universo. Más, agora o que restou? Apenas alguém que só se preocupa com bens materiais? Com ela mesma? Más, onde ficou a memória do exemplo de Jesus? Do amor ao próximo? - Perguntas, perguntas e perguntas... Onde foi que eu me deixei... Onde foi que eu me esqueci... Onde foi que eu deixei cair aquela caixa de lápis de cor que eu usava para coloria os meus dias e os dias de quem me rodeava...
Respostas? Não preciso delas. Na verdade, já as tenho, estão todas dentro de mim, só preciso começar a praticar. Preciso arrancar essa saudade de dentro de mim. Essa vontade e essa falta de mim mesma estão me matando. Não quero morrer antes de mim auto revelar. Preciso voltar. Onde estou?

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Amanhã é outro dia. E pode ser um dia ruim, mas é outro dia. Os dias bons vão chegar. Tenho fé!

Um ser lindo


Me perguntaram sobre relacionamentos. Naquele instante rolou um filme em minha cabeça, lembrei de coisas, momentos, lugares, sorrisos, palavras e expressões. Más, também pensei em coisas ruins como distancia, saudade, decepção, de repente até nos momentos de crises e pânico que já vivi. No entanto, lembrei de algo maior que tudo isso, lembrei de um sorriso que me fez acreditar novamente.  De um olhar que me dominou. De um perfume que me atraiu. De uma voz que acreditou em mim outra vez. Daquele ser que me fez ter esperança, e me mostrou o tanto que eu necessitava de coragem. Fui forte, firme, mantive o foco e obtive a vitória. Recebi um presente, nada material, talvez, coisa pouca pra quem esteja lendo, más muito pra mim que fui presenteada. O que eu recebi? Um ser lindo, cheio de coragem, de amor, de carinho, e de sentimento. Alguém que sempre manteve o que adquiriu desde o principio - Um bom coração. Homem adulto, más, que se torna criança e fica feito bobo quando está feliz. Quem transmite alegria e emite paz. Quem eu amo e quem me ama. Peço todos os dias a Deus que seja perpétuo e que sempre haja amor. Que nada destrua e que sempre renove dentro de nós esse sentimento lindo que surgiu em primeiro de Junho de 2012. Tenho pedido todas essas felicitações e acredite, tenho tido fé e irei continuar tendo. Essa fé em Deus, em mim e em você! (Everton Moreira).