Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos, em construir castelos sem pensar nos ventos, em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim, a manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes porque aprendi que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parada. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço. ;)
sábado, 9 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Problemas
Esse não é um texto te autoajuda, mas se de alguma forma te ajudar, tudo bem. Olha, eu tenho visto muitas coisas por aí. Parece que a cada dia que passa as pessoas ficam mais infelizes. É claro que todo mundo quer ter tudo. Mas você sabe que isso é impossível. Alguma coisa sempre vai faltar, essa é a graça da vida (e a grande questão do ser humano). E seria tão mais fácil se a gente aceitasse isso sem questionar, não é mesmo? Mas questionamos todos os dias, as horas, os segundos. Entramos num labirinto atrás de respostas. Eu sempre tive a cabeça e os pés nas nuvens. Era uma otimista nata. Achava que tudo ia se resolver, que as coisas iam dar certo. Depois, vivi um período que chamo de aprendizado. Nele, passei noites em claro em busca de soluções, saídas e atalhos. Revirava na cama pensando nos problemas. E não resolvia nada. Além disso, ganhava de brinde olheiras, uma cara amassa e um humor instável pela noite mal dormida. Custou muito até que eu encontrasse o meu equilíbrio. Foi muito trabalho árduo, muita terapia, muita leitura, muita vivência. Hoje eu consigo dar bola para o que realmente importa. É claro que de vez em quando tenho recaídas, mas aí puxo a minha orelha e digo para. Chega. Sei que o sofrimento faz parte da vida, mas não sofro mais de graça. Não mereço. E acho que você também não merece. Pra você pode parecer bobo ou clichê, - e talvez eu seja mesmo boba e clichê - mas sempre acreditei que o nosso pensamento coordena nossa vida. Se eu deixar, meu pensamento me domina e me dá tarefas diárias e cansativas. Mas meu pensamento não me manda, não me governa, não é meu chefe e não paga minhas contas. A gente tem que ter autocontrole. Não gosto de ficar me queixando, deixar uma energia negativa circular na minha volta, sentir o azedume na boca, ficar com uma ideia fixa na cabeça. É por isso que minhas lamentações e reclamações duram no máximo 24h. Não me permito mais do que isso. Sou humana, é lógico que sim! É claro que fico puta, perco a paciência, perco a fé, perco a vontade, perco o saco, perco o rumo, perco a esperança. Por 24h. Depois eu chamo essas coisas de volta. Porque a gente tem que acreditar. Tem que saber enxergar as coisas na vida. Sempre tem uma saída. Sempre. Sempre existe um novo olhar, um novo caminho, uma nova maneira. Uma vez, escutei uma coisa que nunca mais esqueci: se o que você está fazendo não está dando resultado, talvez o problema não seja atingir a forma certa, e sim refazer as coisas. Fazer de novo, de um novo jeito. Se o seu jeito não está funcionando, troque de jeito até acertar. Ah, é fácil falar. Claro que é. Mas não é tão difícil assim fazer, não. Sabe por quê? Existem coisas que dependem única e exclusivamente de você. Essas você pode se mover, batalhar, ir atrás. Só que existem tantas outras que dependem de outras pessoas e outros fatores. Daí você vai esquentar a cabeça com isso? Não, por favor. Isso é um crime. Problema todo mundo tem. Mas ele é que nem planta: se a gente rega ele cresce e se espalha por toda a vida. Todo mundo tem problemas, em maior ou menor grau. E não pense que minha vida é cor de rosa e toda boa porque não é. Estou cheia de problemas, cheia mesmo. É que nem todo mundo sabe, eu não conto. Hoje em dia sou mais contida, guardo as coisas pra mim, não saio falando dos meus problemas e das minhas neuroses para ninguém, nem para meus pais. Mas nunca estive com tantos problemas, pode apostar. Só que eu faço as coisas que posso. O que depende de mim. O resto eu deixo a vida resolver. Se eu puder, dou uma mãozinha. Se eu não conseguir, paciência. Não faço cara feia pra vida porque não quero que ela faça cara feia pra mim. Nada vale a minha paz e o meu desânimo.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Saudade
A saudade é algo que incomoda. Sabe aquele pontinho preto no meio da tv? Ou aquele pernilongo, chato que canta em seu ouvido quando você tenta dormir? Pois é, a saudade é quase isso, é o pontinho que incomoda na tv, é aquele pernilongo chato, é aquela dor de dente que sem quê nem pra quê desatina, é algo inesperado. É aquela lágrima ao ver uma fotógrafia, é aquele sorriso que ao fim do pranto surge demonstrando que é uma saudade boa. Saudade é aquele dia de chuva, onde os pingos enchem toda a sala de água. É aquele brilho nos olhos de uma criança que está longe da mãe. É aquele adolescente que venera o inicio das aulas. É aquele cão que o dono deixou por 2 longasemanas porque precisou viajar. É aquela tv ligada e uma única pessoa assistindo. É aquele urso que você aperta e abraça antes de dormi. É aquela música que você canta sentindo estar narrando sua vida. Saudade é quando você olha pra trás e percebe que seu coração acelerou e parou ao mesmo tempo. É quando você sente que do lado de lá era mais feliz.
- E quantas vezes não sentimos saudade do outro? Do que ele era conosco? Do sentimento de proteção que ele nos passava? Dos dias em que ele ligava só pra dizer "oi"? Daquele sorriso, daquela expressão, daquele afeto e daquela voz... Más ele se afastou, você se afastou, ambos se afastaram, e agora só resta aquela fotografia velha que mostra sentimento. Más, já é tarde, existe o orgulho, e agora surgiu o fim da amizade, das risadas, das ligações, dos chocolates, dos filmes e de toda a irmandade.
- E quantas vezes não sentimos falta de nós mesmos? Do que eramos ao olhar no espelho. Do que eramos conosco mesmo. Do que faziamos com nossos sentimentos. De como eramos felizes em passar alegria. Más, agora só ficou a saudade daquela criança, que o único medo que tinha era de cair de bicicleta e ralar o joelho, ou perder nas três marias e precisar pagar o mico. Daquela adolescente que se julgava a mais bela e bondosa. Que ajudava o próximo com o maior prazer existente no universo. Más, agora o que restou? Apenas alguém que só se preocupa com bens materiais? Com ela mesma? Más, onde ficou a memória do exemplo de Jesus? Do amor ao próximo? - Perguntas, perguntas e perguntas... Onde foi que eu me deixei... Onde foi que eu me esqueci... Onde foi que eu deixei cair aquela caixa de lápis de cor que eu usava para coloria os meus dias e os dias de quem me rodeava...
Respostas? Não preciso delas. Na verdade, já as tenho, estão todas dentro de mim, só preciso começar a praticar. Preciso arrancar essa saudade de dentro de mim. Essa vontade e essa falta de mim mesma estão me matando. Não quero morrer antes de mim auto revelar. Preciso voltar. Onde estou?
- E quantas vezes não sentimos saudade do outro? Do que ele era conosco? Do sentimento de proteção que ele nos passava? Dos dias em que ele ligava só pra dizer "oi"? Daquele sorriso, daquela expressão, daquele afeto e daquela voz... Más ele se afastou, você se afastou, ambos se afastaram, e agora só resta aquela fotografia velha que mostra sentimento. Más, já é tarde, existe o orgulho, e agora surgiu o fim da amizade, das risadas, das ligações, dos chocolates, dos filmes e de toda a irmandade.
- E quantas vezes não sentimos falta de nós mesmos? Do que eramos ao olhar no espelho. Do que eramos conosco mesmo. Do que faziamos com nossos sentimentos. De como eramos felizes em passar alegria. Más, agora só ficou a saudade daquela criança, que o único medo que tinha era de cair de bicicleta e ralar o joelho, ou perder nas três marias e precisar pagar o mico. Daquela adolescente que se julgava a mais bela e bondosa. Que ajudava o próximo com o maior prazer existente no universo. Más, agora o que restou? Apenas alguém que só se preocupa com bens materiais? Com ela mesma? Más, onde ficou a memória do exemplo de Jesus? Do amor ao próximo? - Perguntas, perguntas e perguntas... Onde foi que eu me deixei... Onde foi que eu me esqueci... Onde foi que eu deixei cair aquela caixa de lápis de cor que eu usava para coloria os meus dias e os dias de quem me rodeava...
Respostas? Não preciso delas. Na verdade, já as tenho, estão todas dentro de mim, só preciso começar a praticar. Preciso arrancar essa saudade de dentro de mim. Essa vontade e essa falta de mim mesma estão me matando. Não quero morrer antes de mim auto revelar. Preciso voltar. Onde estou?
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